12.6.08

| pontaria e um arpão afiado |

As lágrimas e os tubarões assinalados...
Ritual de iniciação não com a cabeça mas com as vísceras.
É assim que se conhece.

Resisti durante muito tempo

Ideias fixas que esqueci,
Cancros que me fumaram
E fui induzida a pensar que o meu tempo seria curto.

Condenei por isso a minha memória ao silêncio.
Condenei-a para sempre.

Mas o sempre nunca chegou...

Aconteceu sem que me tivesse encontrado.
Convicções? Nenhuma.

Aconteceu sem que nunca me tivesse visto.
Palavras? Para quê?

As palavras fazem o amor” e esse é um lugar estranho.

Sou o meu segredo de todos os dias.
A minha boca... Um túmulo de laje partida.

Foi numa noite que já não recordo.
Lágrimas que sequei à manga da camisa,
Tubarões que assinalei para abate.

Falta-me a pontaria e um arpão afiado.

Foi numa noite de vândalos que ela se partiu.
Noite de folga do guardião do prado talvez.
Moral da história? Já não há moral.

1 comment:

Anonymous said...

gostei da moral..visita o meu novo blogue-beijo http://www.womanwords.bloguepessoal.com